Para se estudar a história de um ramo da ciência é
necessário a maior neutralidade possível nos fatos mencionados, evidenciando as
reais contribuições que sofreu o pensamento sociológico.
2.1. Contribuições do Helenismo.
Ainda em seu estado embrionário a sociologia começa a ter
suas concepções formadas no meio filosófico, neste período três obras marcam a
sociologia, seja pelo estudo do homem ou da sociedade, são elas:
Platão (429
– 341 a.C.) – A república;
Aristóteles
(384 – 322 a.C.) – A Política;
Santo
Agostinho (354 – 430 d.C.) – A Cidade de Deus.
Essas obras quando fazem menção do papel do homem na
sociedade e do ideal de sociedade e da dependência do homem do estado, propõem
um ideal da sociedade. É evidente que suas contribuições são mais estudadas na
cadeira de filosofia e às vezes lembrada na sociologia como influência sobre
todo o desenvolvimento histórico.
2.2. Contribuições na idade média
Vista comumente como idade das trevas esse período foi de
grande valia pela sua manutenção das obras antigas e pelos conflitos
enriquecedores dos bispos, laicatos e governos que formam uma ponte para o
posterior conceito da sociologia.
Quem se destaca como luz neste período é Tomás de Aquino que
após Santo Agostinho busca um contraponto entre o platonismo de Agostinho e a
apropriação religiosa pelo Aristotelismo no século XIII e movimentada pelo seu pensamento
e pela apropriação do mesmo pela Igreja.
O sub-julgar a sociedade ao poder Papal tanto em questões
religiosas como na política enfurece principalmente os governos dos estados
independentes da Inglaterra, França e Alemanha que não viam nenhuma vantagem
nesse controle e logo proporam progressivamente uma ruptura com a Igreja
através de idéias reformadas.
2.3. A renascença
Este período é marcado pelo desenvolvimento das artes e a
cultura em torno do homem. Os monges e o poder dos bispos estão em decadência
por suas preocupações temporais no cuidado da terra e pela desenfreada
depravação.
A Itália maior parte sobre o domínio Papal está sobre
influência da estética e do secular. As famílias que possuem dinheiro
sustentavam artistas para que se desenvolve sua arte. Entre os pensadores se
destacam:
1568 – 1639 – Tomás Campanella – A Cidade do Sol
1478 – 1535 – Tomás Morus – A utopia
1561 – 1626 – Francis Bacon – Nova Atlântida
1467 – 1536 – Desidério Erasmo (de Rotterdam) – O Elogio à
loucura
1469 – 1527 – Maquiavel – O Príncipe
1598 – 1650 – R. Decartes – Discurso sobre o método
1712 – 1778 – Jean-Jacques Rousseau – O Contrato Social[1]
2.4 As contribuições do século XVIII
Visto como o período anterior ao resplendor da sociologia,
as normas da sociologia devem-se a este período.
O mundo passava por mudanças brutais, a independência da
América, a revolução Francesa. Com estes movimentos a sociedade passou por
mudanças onde a sociedade foi afetada, a classe média teve papel vital e
oportunidade de desenvolver suas riquezas, a classe baixa via a sua esperança
no trabalho braçal prestado a classe média e os governos se preocupavam com o
comércio em outras nações.
O setor educacional se desenvolveu rapidamente agora as
universidades não ficavam restritas a regiões já conhecidas como; Alemanha,
França, Inglaterra, Itália e Suíça.
Ouve um crescente interesse em se estudar estas
transformações através da observação e da análise da ação e reação.
O ápice se deu com: Augusto Conte, Spencer e Karl Marx. Não
se deve ignorar outros pensadores importantes desse período como:
1689 – 1775 – Montesquieu – O espírito das leis
1711 – 1776 – Hume – Tratado sobre a natureza humana
1723 – 1790 – Adam Smith – A riqueza das nações
1772 – 1837 – Fourier – Falanstérias
1771 – 1858 – Owen – Uma nova visão da sociedade
1809 – 1865 – Proudhon – O que é a propriedade
1770 – 1831 – Hegel – A dialética
1772 – 1823 – Ricardo – Princípios de economia política
1766 – 1834 – Matheus – Ensaios sobre o princípio da
população.
Uma iluminação ainda maior estava por vir com os
referenciais de maior expressão dentro da sociologia.
2.5 Os marcos da sociologia
Como marcos do século XIX surgem três expoentes maiores do
desenvolvimento da sociologia que influência o mundo contemporâneo. São eles:
Augusto Conte, Hebert Spencer e Karl Marx.
Augusto Conte tem suas origens na França mais precisamente
em Montpellier. É conhecido pela doutrina positivista e pela sua obra: Curso de
Filosofia Positiva.
Alguns princípios básicos por ele desenvolvido foram:
Prioridade
do todo sobre sua ramificação;
O homem
como sendo um ser sempre igual;
Conte (1798 – 1857) colocará a sociologia como a ração de
ser das ciências; e ficou marcada pela lei dos três estados cuja classificação
é a seguinte:
“ Estado teológico ou fictício, em que se explicam os
diversos fenômenos através das causas primeiras..., estado metafísico ou
abstrato. As causas primárias são substituídas por causas mais gerais... estado
positivo ou científico. O homem tenta compreender as relações entre as coisas e
os acontecimentos através da observação científica e do raciocínio...”[2]
Entende-se que no primeiro estado ele passa por uma divisão
natural do crer; primeiro se atribui poderes e milagres a objeto e a animais,
mais conhecido como “fetichismo”. O segundo período do mesmo estado o homem
passa a crer e dar estas atribuições a deuses. Cada Deus possuí uma
personalidade distinta “politeísmo” e a última etapa é o auge do estado sendo
conhecido pela adoração a um único Deus e somente a sua existência como eterno
“monoteísmo”.
Além da obra citada anteriormente outra obra de
desenvolvimento do positivismo é a “Política Positiva”.
O segundo marco desse período é Hebert Spencer sendo de
origem inglesa e influenciado por Darwin faz surgir como conseqüência de seus
estudos a “Escola Biológica”.
Também como Augusto Conte parte para uma divisão do mundo em
três partes: o inogârnico, os orgânicos e os superôrganicos. Influenciado por
Darwin aplica a evolução à sociedade em todos os seus estados. A evolução para
ele era do simples para o complexo.
Para perpetuar as suas concepções duas obras de Spencer são
de vital importância; Princípios de Sociologia e o Estado da Sociedade.
O último marco, não menos e nem mais importante que os
outros é Karl Marx é de origem Alemã, para se entender as concepções de Marx é
necessário olhar para a História e ver que a sua influência é camponesa e os
olhos estão voltados para o sistema de produção. Como demonstração disto é a
sua obra; O Capital.
Pra sua concepção ele cria em um modo peculiar de enxergar a
sociedade como “infra-estrutura” e “supra-estrutura”
Marx busca através do estado o ideal igualitário sem a
discrepância das classes sociais.
2.6. A sociologia no século XX ( modernidade)
Muitos são os nomes da sociologia contemporânea e cada qual
com sua contribuição, mas aqui se estudará somente o divisor de áquas, ou não
querendo ser injusto, aqueles que parecem ser os grandes nomes.
2.6.1. Émile Durkheim
Durkheim que assim como Conte é Francês, mas as semelhanças
param por aí.
É conhecido por fincar estacas na metodologia do estudo da
sociologia dando a está a estrutura que era necessária.
Suas obras de maior destaque foram: A divisão do trabalho
social; As regras do método sociológico e o Suicídio.
Durkheim em suas pesquisas faz uso do método monográfico e
estatístico. Um de seus marcos narradas em o Suicídio foi à característica de
um grupo em possuir uma “consciência coletiva”.
2.6.2. Max Weber
Assim como Karl Marx, Weber era alemão, mas também as
conhecidências terminam aí.
Weber busca entender a conduta social do individuo e das
classes onde esse homem está. Ele desenvolveu o sistema de análise sociológica,
onde se estuda o acontecimento para saber e compreender o tipo ideal.
As suas obras mais difundidas no mundo moderno são: A ética
protestante e o espírito do capitalismo e a Economia e sociedade. A primeira
sendo uma crítica ao movimento da reforma por causa de suas conseqüências na
Europa de sua época, Weber vê neste movimento a força motriz do capitalismo
moderno.

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