Aos terceiros anos: Todo arquivo trabalhado em sala esta disposto nos link's laterais com os títulos de
1. Imagens trabalhadas em sala.
2. Sociedade disciplinar.
3. Consumismo.
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Sociedade Disciplinar.
Sociedade disciplinar
Introdução
- O pensador Michel Foucault se dedicou a estudar como foi se desenvolvendoos mecanismos de controle social ao longo do tempo.
- A partir do século XVII, com o enfraquecimento do poder monárquico e doEstado absolutista ocorreram transformações substanciais na forma decontrolar a sociedade.
Michel Foucault
Sociedade de Controle
- Mudanças sociais ocorridas a p
artido do século XVII e intens ificadas no século XVIII e XIX levaram a alterações do jogo do poder, que foi sendo gradat ivamente substituído pelo que Foucault denomina de sociedade s disciplinares, as quais atingiram o seuapogeu no séc. XX. - Ocorreu quando a economia do poder percebeu ser mais eficaz e rentável“vigiar” do que “punir”.
Duas imagens da disciplina
- Num extremo, a punição da inst
ituição fechada, toda voltada para funções agressivas, viole ntas, para servir de modelo ao s outros. - No outro extremo temos a disciplina: um dispositivo funcional que deve melhorar o exercício do podertornando-o mais rápido, mais leve, mais eficaz, um desenho das coerções sutis para uma sociedade que estápor vir.
- O movimento que vai de um projeto ao outro, de um esquema da punição ao de uma vigilância generalizada,repousa sobre uma transformação histórica: a extensão progressiva dos dispositivos de disciplina ao longodos séculos XVII e XVIII até os dias atuais, sua multiplicação através de todo o corpo social, a formação do quese poderia chamar grosso modo a sociedade disciplinar. Foucault, (1997), pag:173
Vigiar e Punir
- Em Vigiar e Punir, Foucault trata com muita propriedade do tema da “Sociedade Disciplinar”, implantada a partir dos séculos XVII eXVIII, consistindo basicamente num sistema de controle social através da conjugação de várias técnicas de classificação, de seleção,de vigilância, de controle, que se ramificam pelas sociedades a partir de uma cadeia hierárquica vindo do poder central e semultiplicando numa rede de poderes interligados
- O filósofo aponta que a motiva
ção de toda esta rede de contr ole se justifica pela necessid ade que a burguesia teve de ef etivar um controle mais determ inado sobre as massas, que pod eriam representar um perigo ex plosivo, se fossem levados a s ério os ideais da Revolução Fr ancesa e do Iluminismo.
Vigiar e Punir
- Para explicar a sociedade de c
ontrole, Foucault cita tenebro sos trechos de sentenças comun s aplicadas a criminosos nos s éculos XVII e XVIII. Trata-se de decepamentos, perfurações, esquartejamentos e outros meca nismos de punição que buscavam dar o exemplo para a populaçã o e mostrando que qualquer cri me atingia, em última instânci a, à figura do soberano. Logic amente, qualquer ataque à figu ra real deveria ser neutraliza do com a máxima brutalidade, d e forma a manter inabalada sua onipotência. - Ao longo do tempo, a dinâmica punitiva se altera com base no esfacelamento do poder absolutista.
- Paulatinamente, o crime passa a ser punido com a simples retribuição do ato cometido. Como exemplo, alguém que tivesseesfaqueado um indivíduo deveria ser esfaqueado de forma semelhante pelo carrasco, que não tinha mais o direito de fazer ocriminoso sofrer além do que havia sido determinado pelas licenças.
- Mesmo essa forma atenuada mas ainda brutal de punição foi somente uma transição para o surgimento da punição através doencarceramento, que a partir de meados do século XVIII veio substituir toda a gama de penas aplicadas anteriormente.
Sociedade disciplinar
- A existência de mecanismos dis
ciplinares é anterior ao perío do que Foucault denominou como sociedade disciplinar, mas an tes existiam de forma isolada, fragmentada. - O padrão de visibilidade das sociedades disciplinares projetou-se nointerior dos prédios das instituições, que passaram a ser construídos parapermitir o controle interno.
Sociedade Disciplinar
- Coube às sociedades disciplina
res organizar os grandes meios de confinamento, os quais tin ham como objetivo concentrar e compor, no tempo e no espaço, uma forma de produção cujo ef eito deveria ser superior à so ma das partes, ou seja, a soma do que cada um poderia fazer individualmente. - O indivíduo não cessava de passar de um espaço fechado ao outro: família,escola, fabrica, universidade e eventualmente prisão ou hospital.
As instituições
- Foucault afirma que as institu
ições não têm essência ou infe rioridade, nem são fontes de p oder. São mecanismos operatóri os práticos que fixam relações . - Têm necessariamente dois pólos: aparelhos e regras.
- O pólo negativo compreende a tática do poder em sujeitar e reprimir.
- O pólo positivo consiste em produzir, mobilizar forças.
As instituições
- Foucault denomina o período do
século XVII em diante de soci edade disciplinar, pois traz c omo características essenciais a distribuição dos indivíduos em espaços individualizados, classificatórios, combinatório s, isolados, hierarquizados, c apazes de desempenhar funções diferentes segundo o objetivo especifico que deles exige. - Estabelece uma sujeição do individuo ao tempo, com o objetivo de produzir com o máximo derapidez e eficiencia.
- A vigilância também se expressa como um dos seus instrumentos de controle, de maneiracontínua, perpetua e permanente.
- As instituições na sociedade disciplinar buscam eficiência.
Panóptico
- Foucault descobriu uma engenha
ria que atravessou quase meio século, praticamente desperceb ida, enquanto estratégias ou t ática de poder. - Mas que aparece como uma mecânica de observação individual, classificatóriae modificadora do comportamento, uma arquitetura formulada para o espaçoda prisão, ou para outras administrações, tais como: a fábrica, a escola, omanicômio, etc.
- Essa maquinaria era o Panóptico.
Panóptico
- “Poder das Sociedades Disciplinares”, se baseou, segundo Foucault, no modelo do Panóptico de Jeremy Bentham (1748-1832), o filósofo utilitarista inglês que idealizou o sistema de prisão com disposição circular das celas individuais, dividas por paredes e com a parte frontal exposta à observação do Diretor por uma torre do alto, no centro, de forma que o Diretor “veria sem ser visto”. Isto permitiria um acompanhamento minucioso da conduta do detento, aluno, militar, doente ou louco, pelo Diretor, mantendo os observados num ambiente de incerteza sobre a presença concreta daquele. Essa incerteza resultaria em eficiência e economia no controle dos subalternos, pois tendo invadida a sua privacidade de modo alternado, furtivo, incerto, ele mesmo se vigiaria. Esse sistema permitiria também um controle externo do funcionamento do Panóptico, pois uma simples observação a partir da torre, permitiria a avaliação da qualidade da administração do Diretor, sendo ele também vigiado.
- Esta vigilância se espalhou de modo similar por toda a sociedade em uma rede ramificada além da estrutura física das instituições.Essa distribuição capilar do Poder é um dos pólos fundamentais de controle das massas, potencialmente perigosas à “Ordem”.
Panóptico
Panóptico
- O Panóptico é a utopia de uma
sociedade e de um tipo de pode r que é, no fundo, a sociedade que atualmente conhecemos – u topia que efetivamente se real izou. Este tipo de poder pode perfeitamente receber o nome d e panoptismo. Vivemos numa soc iedade onde reina o panoptismo . - Com o Panóptico vai-se produzir algo totalmente diferente. Não há mais inquérito, e simvigilância e exame. O Panóptico teve uma tríplice função a vigilância, o controle e a correção.
Panóptico
- O panóptico trata-se da manife
stação mais pura do controle e xercido pela sociedade discipl inar, regulamentando as ações, determinando padrões de gosto e modelos de conduta que deve m ser seguidos pela massa soci al. Os organizadores desse dis positivo acreditariam que pela instauração desse grande sist ema de observação das ações in dividuais os grandes problemas sociais seriam banidos defini tivamente do âmbito "civilizad o". A definição do Panóptico como um instrumento direcionado para o controle das ações individuais fora adotada por JeremyBentham, no seu projeto de inserção dessa cadeia de controle social sobre as instituições européias do período incipiente daRevolução Industrial, como forma de obter o máximo domínio sobre as disposições individuais, evitando-se a criminalidade e asrevoltas contra a ordem estabelecida. - A formulação do Panóptico é um pretenso projeto utópico, cuja instauração resolveria definitivamente o problema da segurançada sociedade urbana, exigindo assim a supressão da intimidade de cada indivíduo.
- Analisado criticamente, o<span style=" font-
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