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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Material para a Prova de Sociologia 1º 20. Bom Estudo.

O que nos é comum?


¨“Nascemos em um mundo pronto...”
¨Processo de relacionamento.
¨Conhecimento do corpo.
¨Percepeção do redor.
¨Reconhecimento temporal.
Percepção espacial


¨“Esse processo de conviver com a família e com os vizinhos, de frequentar a escola, de ver televisão, de passear e de conhecer novos lugares, coisas e pessoas compõe um universo cheio de faces no qual a criança vai se socializando, isto é, vai aprendendo e interiorizando palavras, significados e ideias, enfim, os valores e o modo de vida da sociedade da qual faz parte”.


¨Diferenças de ambientes (favela ou bairro rico) são determinantes no processo de socialização.
¨Nos dias atuais a socialização se deve aos grandes centros e ao convívio das massas.
¨Na década de 50 a maioria da população vivia na zona rural e o convívio se dava no encontro das famílias.

¨Socialização formal conduzido pelas instituições (escola, igreja e etc...).
¨Socialização informal e abrangente que acontece inicialmente em família.
¡Espaço privado;
¡Relações de afeto;
¡Aprendizado sobre obediência;
¡Regras de convivência;
¡Aprendemos a lidar com a diferença e a diversidade.
¨Famílias convencionais de valores contemporâneos – são espaços de integração familiar, onde os pais são formados por casais heterossexuais e os filhos são visto como bênçãos adicionais desta relação. A afetividade é o ponto forte de vínculo. Normalmente o casal se mantém morando juntos lutando contra as desestruturas sociais.
¨Famílias convencionais de valores ajustáveis – vivem uma vida familiar onde o tempo não é o ponto forte pois os pais trabalham todo tempo e os filhos estão focados nos estudos.
¨Famílias não convencionais – possuem grau de tolerância sobre quem será o provedor e sobre o modelo de matrimônio (hetero ou homossexual). Algumas famílias são compostas somente por um dos cônjuges graças a liberdade de casar-se e separar-se.


Material de prova para Sociologia 1º 20. Bom Estudo.


¨Durkheim
¡Solidariedade Orgânica – interdependência. Exemplo a estrutura biológica do ser humano.
¡Solidariedade Mecânica – independência. Exemplo as sociedades tribais.
¡O conceito de Estado:
úMetafísico. Governo Teocrático. Exemplo: o Antigo Egito.
úTeológico. Governo da Igreja. Exemplo: Período Medieval.
úPositivo. Governo Antropocentrico. Exemplo: O conhecimento das ciências.
úA sociedade busca incessante pela harmonia e estabilidade para que alcance o progresso social.
úO fato social é Coercitivo (imposto), Generalizado (atinge a todos) e Exteriores (não depende da minha vontade).
Marx.
¨Exército de Reserva. Formado por desempregado.
¨Fetiche de mercadoria. (a imagem do produto esta relacionada a seu status social).
¨Estratificação Social. (separação das classes operárias e burguesa mediante o acumulo de capital cada vez mais crescente).
¨Aparência e realidade. (O capitalismo transforma aparência em realidade. Há mais valor mercadológico na percepção do que no valor das coisas. Exemplo: Tênis que tem a realidade de calçar os pés e o tênis Nike, Adidas que servem para uma identificação com alguma marca ou grupo).
¨Trabalho assalariado = exploração (o salario é o pagamento compensador dado ao trabalhador pela venda de sua força. Isto não é estabelecido a critério do trabalhador e sim a critério do empregador e das leis de mercado que hora valoriza e hora desvaloriza o salário).
¨Alienação= separação do trabalhador e do resultado do trabalho.
¨Mais valia= trabalho não pago.
¨Educação = Politécnica (criação do homem dentro de um contexto global).
¨Conceito de hominilateralidade = formação ampla.

Weber.
¨Sociologia Compreensiva.
¨Estratificação Social, Econômica e Política.
¨Ideologia.
¨Compreensão das atitudes dos indivíduos na sociedade.
¨Tipos ideais:
¡Tradicional (herança transmitida pelos pais, exemplo: valores religiosos).
¡Afetiva (relação vinculada ao apego e motivada pela emoção).
¡Racional com relação a fins (não importa a forma e sim o resultado).
¡Racional com relação a valores (importa a forma como alcançamos um objetivo, pois ali revela-se os valores éticos de um homem).
¨Dominação:
¡Legal (pela lei).
¡Tradicional (pela forma cotidiana da sociedade).
¡Dominação carismática (Apego ao líder, a sua figura ao seu poder de convencimento.



quarta-feira, 13 de junho de 2012

Vídeo utilizado em sala.

Max Weber: Ação Social.

· 1.         Material do Slide.

·         ¨WEBER É FRUTO DE SEU TEMPO – NA ALEMANHÃ O EMBATE ACADÊMICO ERA ENTRE O POSITIVISMO E SEUS CRÍTICOS.
·         ¨Wilhelm Dilthey da ala crítica afirmou que: “a experiência histórica é também uma realidade múltipla e inesgotável”
·         ¨Weber propôs-se a verificar a capacidade que teria o materialismo histórico de encontrar explicações adequadas à história social, especialmente sobre as relações entre a estrutura e a superestrutura.
·         ¨procurou compreender como as idéias, tanto quanto os fatores de ordem material, cobravam força na explicação sociológica, sem deixar de criticar o monismo causal que caracteriza o materialismo marxista nas suas formas vulgares.
·         ¨Weber também é herdeiro da percepção de Friedrich Nietzsche (1844-1900)segundo a qual a vontade de poder, expressa na luta entre valores antagônicos, é que torna a Visão de mundo realidade social, política e econômica compreensível. Isso refletia preocupações correntes de historiadores, sociólogos e psicólogos alemães, interessados pelo caráter conflituoso implícito no pluralismo democrático.
·         ¨O CIENTISTA É INSPIRADO POR SEUS PRÓPRIOS VALORES E IDEIAS;
·         ¨Adistinção entre reconhecer e julgar, e a cumprir tanto o dever científico de ver a verdade dos fatos, como o dever prático de defender os próprios valores, que devem ser obrigatoriamente expostos e jamais disfarçados de “ciência social” ou da “ordem racional dos fatos”.
·         ¨a ciência é hoje uma vocação organizada em disciplinas especiais a serviço do auto-esclarecimento e conhecimento de fatos inter-relacionados.
·         ¨Hoje falamos habitualmente da ciência como livre de todas as pressuposições. Haverá tal coisa? Depende do que entendemos por isso. Todo trabalho científico pressupõe que as regras da lógica do método são válidas; são as bases gerais de nossa orientação no mundo; e, pelo menos para nossa questão especial, essas pressuposições são o aspecto menos problemático da ciência. A ciência pressupõe, ainda, que o produto do trabalho científico é importante no sentido de que  vale apena conhecê-lo.  Nisto estão encerrados todos os nossos problemas, evidentemente,pois esta pressuposição não pode ser provada por meios científicos - só pode ser interpretada com referência ao seu significado último, que devemos rejeitar ou aceitar, segundo a nossa posição última em relação à vida. (...) A pressuposição geral da Medicina é apresentada trivialmente na afirmação de que a Ciência Médica tem a tarefa de manter a vida como tal e diminuir o sofrimento na medida máxima de suas possibilidades. Se a vida vale a pena ser vivida e quando - esta questão não é indaga da pela Medicina.
·         ¨ ¨Dada a sua complexidade, a discussão realizada por Weber sobre a objetividade das ciências sociais merece uma consideração cuidadosa. Segundo o autor, para chegar ao conhecimento que pretende, o cientista social efetua quatro operações: 1) estabelece leis e fatores hipotéticos que servirão como meios para seu estudo; 2) analisa e expõe ordenadamente o agrupamento individual desses fatores historicamente dados e sua.  WEBER. A ciência como vocação, p. 170-171.
·         ¨
·         ¨ combinação concreta e significativa, procurando tornar inteligível a causa e natureza dessas ignificação; 3) remonta ao passado para observar como se desenvolveram as diferentes características individuais daqueles agrupamentos que possuem importância para o presente e procura fornecer uma explicação histórica a partir de tais constelações individuais anteriores,e 4) avalia as constelações possíveis no futuro.
·         ¨Weber endossa o ponto de vista segundo o qual as ciências sociais visam acompreensão de eventos culturais enquanto singularidades.
·         ¨Weber procura demonstrar que conceitos muito genéricos, extensos, abrangentes ou abstratos, são menos proveitosos para o cientista social por serem pobres em conteúdo, logo, afastados da riqueza da realidade histórica. 
·         ¨o conhecimento de leis sociais não é um conhecimento do socialmente real, mas unicamente um dos diversos meios auxiliares que o nosso pensamento utiliza para esse efeito e, porque nenhum conhecimento dos acontecimentos culturais poderá ser concebido senão com base na significação que a realidade da vida, sempre configurada de modo individual, possui para nós em determinadas relações singulares.
·         ¨A ação é definida por Weber como toda conduta humana (ato, omissão,permissão) dotada de um significado subjetivo dado por quem a executa e que orienta essa ação.
·         ¨A Sociologia é, para Weber, a ciência que pretende entender, interpretando-a, a ação social para, dessa maneira, explicá-la causalmente em seu desenvolvimento e efeitos, observando suas regularidades as quais se expressam na forma de usos, costumes ou situações de interesse, e embora a Sociologia não tenha a ver somente com a ação social, sem embargo, para o tipo de Sociologia que o autor propõe, ela é o dado central, constitutivo.
·         ¨Logo, com base no reconhecimento de que, durante o desenvolvimento da ação,podem ocorrer condicionamentos irracionais, obstáculos, emoções, equívocos, incoerências etc., Weber constrói quatro tipos puros, ou ideais, de ação: a ação racional com relação a fins,a ação racional com relação a valores, a ação tradicional e a ação afetiva. Sem dúvida, são muitas as combinações entre a maior ou a menor nitidez com que o agente percebe suas próprias finalidades, os meios de que deverá servir-se para alcançá-las, as condições colocadas pelo ambiente em que se dá sua ação, assim como as conseqüências advindas de sua conduta.
·         ¨ação de um indivíduo será classificada como racional com relação a fins se,para atingir um objetivo previamente definido, ele lança mão dos meios necessários ou adequados, ambos avaliados e combinados tão claramente quanto possível de seu próprio ponto de vista. Um procedimento científico ou uma ação econômica, por exemplo, expressam essa tendência e permitem uma interpretação racional.
·         ¨A conduta será racional em relação a valores quando o agente orientar-se por fins últimos, por princípios, agindo de acordo com ou a serviço de suas próprias convicções elevando em conta somente sua fidelidade a tais valores, estes, sim, inspiradores de sua conduta, ou na medida em que crê na legitimidade intrínseca de um comportamento, válido por si mesmo como, por exemplo, ser honesto, ser casto, não se alimentar de carne... 
  • A conduta pode também não ter qualquer motivação racional, como é o caso daquelas de tipo afetivo e de tipo tradicional. Diz-se que o sujeito age de modo afetivo quando sua ação é inspirada em suas emoções imediatas - vingança, desespero, admiração, orgulho,medo, inveja, entusiasmo, desejo, compaixão, gosto estético ou alimentar etc. – sem consideração de meios ou de fins a atingir. Uma ação afetiva é aquela orientada pelo ciúme,pela raiva ou por diversas outras paixões.
  • Quando hábitos e costumes arraigados levam a que se aja em função deles, ou como sempre se fez, em reação a estímulos habituais, estamos diante da ação tradicional. Tal é o caso do batismo dos filhos realizado por pais pouco comprometidos com a religião, o beijo na mão durante o pedido de bênção, o cumprimento semi-automático entre pessoas que se cruzam no ambiente de trabalho ou o acender um cigarro após um café. Weber compara os estímulos que levam à ação tradicional aos que produzem a imitação reativa, já que é difícil conhecer até que ponto o agente tem consciência de seu sentido.
  • É necessário distinguir uma ação propriamente social de dois modos de conduta simplesmente reativos, sem caráter social e cujo sentido não se conecta significativamente às ações do outro, a saber: a) a ação homogênea - aquela executada por muitas pessoas simultaneamente, como proteger-se contra uma calamidade natural, ou aquelas reações uniformes de massa criadas pela situação de classe quando, por exemplo, todos os empresários de um setor aumentam automaticamente seus preços a partir do anúncio pelo governo de que será criado um imposto específico; b) a ação proveniente de uma imitação ou praticada sob a influência da ou condicionada pela conduta de outros ou por uma massa (uma multidão, a imprensa e a opinião pública seriam massas dispersas). Na medida em que o sujeito não orientou causalmente sua conduta pelo comportamento de outros já que ele apenas imita, não se estabelece uma relação de sentido, o que coloca esse tipo de ação fora do campo de interesse da Sociologia compreensiva. 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Émile Durkheim.


AÇÃO SOCIAL & INTEGRAÇÃO SOCIAL.


Durkheim parte da idéia fundamental de Comte de que a sociedade deve ser vista como um organismo vivo. Também concordava com o pressuposto de que as sociedades apenas se mantém coesas quando de alguma forma compartilham sentimentos e crenças comuns. Entretanto critica Comte na sua perspectiva evolucionista, pois entende que os povos que sucedem os anteriores não necessariamente são superiores, apenas são diferentes em sua estrutura, seus valores, seus conhecimentos, sua forma organizacional.

Os fatos sociais devem ser tratados como coisas;


A análise dos fatos sociais exigem reflexão prévia e fuga de idéias pré-concebidas;


O conjunto de crenças e sentimentos coletivos são a base da coesão da sociedade;

Destaca o estudo da moral dos indivíduos;

A própria sociedade cria mecanismos de coerção internos que fazem com que os indivíduos aceitem de uma forma ou de outra as regras estabelecidas (a explicação dos fatos sociais deve ser buscada na sociedade e não nos indivíduos – os estados psíquicos, na verdade, são conseqüências e não causas dos fenômenos sociais).
  Os fenômenos sociais são exteriores aos indivíduos: a sociedade não seria simplesmente a realização da natureza humana, mas, ao contrário, aquilo que é considerado natureza humana é, na verdade, produto da própria sociedade.
 Os fenômenos sociais são considerados por Durkheim como exteriores aos indivíduos, e devem ser conhecidos não por meio psicológico, pela busca das razões internas aos indivíduos, mas sim externamente a ele na própria sociedade e na interação dos fatos sociais. Fazendo uma analogia com a biologia, a vida, para Durkheim, seria uma síntese, um todo maior do que a soma das partes, da mesma forma que a sociedade é uma síntese de indivíduos que produz fenômenos diferentes dos que ocorrem nas consciências individuais. 
O grupo (e a consciência do grupo) exerce pressão (coerção) sobre o indivíduo: Durkheim inverte a visão filosófica de que a sociedade é a realização de consciências individuais. Para ele, as consciências individuais são formadas pela sociedade por meio da coerção. A formação do ser social, feita em boa parte pela educação, é a assimilação pelo indivíduo de uma série de normas, princípios morais, religiosos, éticos, de comportamento, etc. que balizam a conduta do indivíduo na sociedade. Portanto, o homem, mais do que formador da sociedade, é um produto dela.” Bianca WildDefinia a Sociologia como a ciência das instituições sociais, de sua gênese e de seu funcionamento.
Toda mudança social deve ser gradativa e nunca imposta por uma força individual e sim coletiva.

A força da sociedade está na herança passada.
Diferente de Marx, que vê a contradição e o conflito como elementos essenciais  da sociedade. 
Durkheim coloca ênfase na coesão, integração e manutenção da sociedade. Consciência Coletiva – ela se solidifica em instituições que são as bases da sociedade.
O Elemento fundamental então seria a Integração social.





sábado, 31 de março de 2012

Em nossas aulas de Sociologia sempre falamos sobre desigualdade e pouco mostramos isto no concreto, então aqui está a desigualdade gerada por uma sociedade capitalista. Assista e reflita, este vídeo não se trata de um menino de voz desafinada compartilhado por todos no Facebook e sim de uma criança que vive o pior estado social, a desumanidade e o esquecimento.

quinta-feira, 1 de março de 2012

PROVA AMANHÃ NO EDUCARE.

Para o pessoal da turma 20 fica o alerta a prova é baseada na aula da multimídia que utilizou os dois textos: Introdução a Sociologia e O que é Sociologia. Um abraço e boa prova a todos.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Pequeno Ensaio sobre o Homem como produto de seu tempo.



Este conceito trabalharemos em sala no dia 28/02/2012 no Educare 1º ano. Queridos alunos em um formato diferente dos textos acadêmicos, quero compartilhar com vocês a ideia acima apresentada. Parece que para a maioria dos homens nós somos somente criatura e não criador. Lógico que neste sentido estamos falando de criador e criatura social, que vive, produz e reproduz seu próprio meio de convívio.

Como seres sociais somos dados as relações com o passado e o produto que nos chegou então, com o presente e os desafios dos mesmos e com o futuro para produzir algo, ou um conceito epistemológico que perdure e sustente suas influencias em gerações posteriores. Queremos e podemos mudar o presente com ações de dentro dele e assim escrever um novo tempo não só no imediato presente e sim no que virá pouco ou muito depois. Lembre-se que a história não é feita pelos medíocres que se acomodam com a realidade aparente e sim com os sonhadores que garimpam novas respostas e propõe explicações aparentemente sonhadoras e revolucionária.

Somos produto e produtor do meio em que vivemos. Aderimos a conhecimento sobre o passado como alguém que sobe ao cume de um monte para ver alem do que se pode perceber no nível normal. Não podemos ignorar o nosso tempo e nem a herança que ele nos traz. Somos herdeiros incontidos que não procuram o valor imediato e não desprezam as pistas dadas em nosso cotidiano. Como um mapa nas mãos de um pirata, assim é o sociólogo que contempla e se deixa influenciar pelo desejo da descoberta. 

Mãos a obra. É tempo de desconstruir e construir.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O QUE É SOCIOLOGIA. PRIMEIRO E SEGUNDO ANO.


Carlos Benedito Martins
38ª ed. - São Paulo Brasiliense, 1994, (Coleção primeiros passos) - ADAPTAÇÃO.

Introdução. Capítulo primeiro: O surgimento. Capítulo segundo: A formação.
Capítulo terceiro: O desenvolvimento. Indicações para leitura. Sobre o autor

INTRODUÇÃO
A sociologia constitui um projeto intelectual tenso e contraditório. Para alguns ela representa uma poderosa arma a serviço dos interesses dominantes, para outros ela é a expressão teórica dos movimentos revolucionários.
A sua posição é notavelmente contraditória. De um lado, foi proscrita de inúmeros centros de ensino. Foi fustigada, em passado recente, nas universidades brasileiras, congelada pelos governos militares argentino, chileno e outros do gênero. Em 1968, os coronéis gregos acusavam-na de ser disfarce do marxismo e teoria da revolução. Enquanto isso, os estudantes de Paris escreviam nos muros da Sorbonne que "não teríamos mais problemas quando o último sociólogo fosse estrangulado com as tripas do último burocrata".
Como compreender as avaliações tão diferentes dirigidas com relação a esta ciência? Para esclarecer esta questão, torna-se necessário conhecer, ainda que de forma bastante geral e com algumas omissões, um pouco de sua história. Isto me leva a situar a sociologia - este conjunto de conceitos, de técnicas e de métodos de investigação produzidos para explicar a vida social no contexto histórico que possibilitou o seu surgimento, formação e desenvolvimento.
Este livro parte do princípio de que a sociologia é o resultado de uma tentativa de compreensão de situações sociais radicalmente novas, criadas pela então nascente sociedade capitalista. A trajetória desta ciência tem sido uma constante tentativa de dialogar com a civilização capitalista, em suas diferentes fases.
Na verdade, a sociologia, desde o seu início, sempre foi algo mais do que uma mera tentativa de reflexão sobre a sociedade moderna. Suas explicações sempre contiveram intenções práticas, um forte desejo de interferir no rumo desta civilização. Se o pensamento científico sempre guarda uma correspondência com a vida social, na sociologia esta influência é particularmente marcante. Os interesses econômicos e políticos dos grupos e das classes sociais, que na sociedade capitalista apresentam-se de forma divergente, influenciam profundamente a elaboração do pensamento sociológico.
Procuro apresentar, em termos de debate, a dimensão política da sociologia, a natureza e as conseqüências de seu envolvimento nos embates entre os grupos e as classes sociais e refletir em que medida os conceitos e as teorias produzidos pelos sociólogos contribuem para manter ou alterar as relações de poder existentes na sociedade.


CAPÍTULO PRIMEIRO:
O SURGIMENTO
Podemos entender a sociologia como uma das manifestações do pensamento moderno. A evolução do pensamento científico, que vinha se constituindo desde Copérnico, passa a cobrir, com a sociologia, uma nova área do conhecimento ainda não incorporada ao saber científico, ou seja, o mundo social. Surge posteriormente à constituição das ciências naturais e de diversas ciências sociais.
A sua formação constitui um acontecimento complexo para o qual concorre uma constelação de circunstâncias, históricas e intelectuais, e determinadas intenções práticas. O seu surgimento ocorre num contexto histórico específico, que coincide com os derradeiros momentos da desagregação da sociedade feudal e da consolidação da civilização capitalista. A sua criação não é obra de um único filósofo ou cientista, mas representa o resultado da elaboração de um conjunto de pensadores que se empenharam em compreender as novas situações de existência que estavam em curso.
O século XVIII constitui um marco importante para a história do pensamento ocidental e para o surgimento da sociologia. As transformações econômicas, políticas e culturais que se aceleram a partir dessa época colocarão problemas inéditos para os homens que experimentavam as mudanças que ocorriam no ocidente europeu. A dupla revolução que este século testemunha - a industrial e a francesa - constituía os dois lados de um mesmo processo, qual seja, a instalação definitiva da sociedade capitalista. A palavra sociologia apareceria somente um século depois, por volta de 1830, mas são os acontecimentos desencadeados pela dupla revolução que a precipitam e a tornam possível.
Não constitui objetivo desta parte do trabalho proceder a uma análise destas duas revoluções, mas apenas estabelecer algumas relações que elas possuem com a formação da sociologia. A revolução industrial significou algo mais do que a introdução da máquina a vapor e dos sucessivos aperfeiçoamentos dos métodos produtivos. Ela representou o triunfo da indústria capitalista, capitaneada pelo empresário capitalista que foi pouco a pouco concentrando as máquinas, as terras e as ferramentas sob o seu controle, convertendo grandes massas humanas em simples trabalhadores despossuídos.
Cada avanço com relação à consolidação da sociedade capitalista representava a desintegração, o solapamento de costumes e instituições até então existentes e a introdução de novas formas de organizar a vida social. A utilização da máquina na produção não apenas destruiu o artesão independente, que possuía um pequeno pedaço de terra, cultivado nos seus momentos livres. Este foi também submetido á uma severa disciplina, a novas formas de conduta e de relações de trabalho, completamente diferentes das vividas anteriormente por ele.
Num período de oitenta anos, ou seja, entre 1780 e 1860, a Inglaterra havia mudado de forma marcante a sua fisionomia. País com pequenas cidades, com uma população rural dispersa, passou a comportar enormes cidades, nas quais se concentravam suas nascentes indústrias, que espalharam produtos para o mundo inteiro. Tais modificações não poderiam deixar de produzir novas realidades para os homens dessa época. A formação de uma sociedade que se industrializava e urbanizava em ritmo crescente implicava a reordenação da sociedade rural, a destruição da servidão, o desmantelamento da família patricial etc. A transformação da atividade artesanal em manufatureira e, por último, em atividade fabril, desencadeou uma maciça emigração do campo para a cidade, assim como engajou mulheres e crianças em jornadas de trabalho de pelo menos doze horas, sem férias e feriados, ganhando um salário de subsistência. Em alguns setores da indústria inglesa, mais da metade dos trabalhadores era constituída por mulheres e crianças, que ganhavam salários inferiores dos homens.
A desaparição dos pequenos proprietários rurais, dos artesãos independentes, a imposição de prolongadas horas de trabalho etc, tiveram um efeito traumático sobre milhões de seres humanos ao modificar radicalmente suas formas habituais de vida. Estas transformações, que possuíam um sabor de cataclisma, faziam-se mais visíveis nas cidades industriais, local para onde convergiam todas estas modificações e explodiam suas conseqüências. Estas cidades passavam por um vertiginoso crescimento demográfico, sem possuir, no entanto, uma estrutura de moradias, de serviços sanitários, de saúde, capaz de acolher a população que se deslocava do campo. Manchester, que constitui um ponto de referência indicativo desses tempos, por volta do início do século XIX era habitada por setenta mil habitantes; cinqüenta anos depois, possuía trezentas mil pessoas. As conseqüências da rápida industrialização e urbanização levadas a cabo pelo sistema capitalista foram tão visíveis quanto trágicas: aumento assustador da prostituição, do suicídio, do alcoolismo, do infanticídio, da criminalidade, da violência, de surtos de epidemia de tifo e cólera que dizimaram parte da população etc.
É evidente que a situação de miséria também atingia o campo, principalmente os trabalhadores assalariados, mas o seu epicentro ficava, sem dúvida, nas cidades industriais.
Um dos fatos de maior importância relacionados com a revolução industrial é sem dúvida o aparecimento do proletariado e o papel histórico que ele desempenharia na sociedade capitalista. Os efeitos catastróficos que esta revolução acarretava para a classe trabalhadora levaram-na a negar suas condições de vida. As manifestações de revolta dos trabalhadores atravessaram diversas fases, como a destruição das máquinas, atos de sabotagem e explosão de algumas oficinas, roubos e crimes, evoluindo para a criação de associações livres, formação de sindicatos etc. A conseqüência desta crescente organização foi a de que os "pobres" deixaram de se confrontar com os "ricos"; mas uma classe específica, a classe operária, com consciência de seus interesses, começava a organizar-se para enfrentar os proprietários dos instrumentos de trabalho. Nesta trajetória, iam produzindo seus jornais, sua própria literatura, procedendo a uma crítica da sociedade capitalista e inclinando-se para o socialismo como alternativa de mudança.
Qual a importância desses acontecimentos para a sociologia? O que merece ser salientado é que a profundidade das transformações em curso colocava a sociedade num plano de análise, ou seja, esta passava a se constituir em "problema", em "objeto" que deveria ser investigado. Os pensadores ingleses que testemunhavam estas transformações e com elas se preocupam não eram, no entanto, homens de ciência ou sociólogos que viviam desta profissão. Eram antes de tudo homens voltados para a ação, que desejavam introduzir determinadas modificações na sociedade. Participavam ativamente dos debates ideológicos em que se envolviam as correntes liberais, conservadoras e socialistas. Eles não desejavam produzir um mero conhecimento sobre as novas condições de vida geradas pela revolução industrial, mas procuravam extrair dele orientações para a ação, tanto para manter, como para reformar ou modificar radicalmente a sociedade de seu tempo. Tal fato significa que os precursores da sociologia foram recrutados entre militantes políticos, entre indivíduos que participavam e se envolviam profundamente com os problemas de suas sociedades.
Pensadores como Owen (1771-1858), William Thompson (1775-1833), Jeremy Bentham (1748-1832), só para citar alguns daquele momento histórico, podiam discordar entre si ao julgarem as novas condições de vida provocadas peta revolução industrial e as modificações que deveriam ser realizadas na nascente sociedade industrial, mas todos eles concordavam que ela produzira fenômenos inteiramente novos que mereciam ser analisados. O que eles refletiram e escreveram foi de fundamental importância para a formação e constituição de um saber sobre a sociedade.
A sociologia constitui em certa medida uma resposta intelectual às novas situações colocadas pela revolução industrial. Boa parte de seus temas de análise e de reflexão foi retirada das novas situações, como, por exemplo, a situação da classe trabalhadora, o surgimento da cidade industrial, as transformações tecnológicas, a organização do trabalho na fábrica etc. É a formação de uma estrutura social muito específica -a sociedade capitalista - que impulsiona uma reflexão sobre a sociedade, sobre suas transformações, suas crises, seus antagonismos de classe. Não é por mero acaso que a sociologia, enquanto instrumento de análise, inexistia nas relativamente estáveis sociedades pré-capitalistas, uma vez que o ritmo e o nível das mudanças que aí se verificavam não chegavam a colocar a sociedade como "um problema" a ser investigado.
O surgimento da sociologia, como se pode perceber, prende-se em parte aos abalos provocados pela revolução industrial, pelas novas condições de existência por ela criadas. Mas uma outra circunstância concorreria também para a sua formação. Trata-se das modificações que vinham ocorrendo nas formas de pensamento. As transformações econômicas, que se achavam em curso no ocidente europeu desde o século XVI, não poderiam deixar de provocar modificações na forma de conhecera natureza e a cultura.
A partir daquele momento, o pensamento paulatinamente vai renunciando a uma visão sobrenatural para explicar os fatos e substituindo-a por uma indagação racional. A aplicação da observação e da experimentação, ou seja, do método científico para a explicação da natureza, conhecia uma fase de grandes progressos. Num espaço de cento e cinqüenta anos, ou seja, de Copérnico a Newton, a ciência passou por um notável progresso, mudando até mesmo a localização do planeta Terra no cosmo. 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Aulas de 1 a 3 - Filosofia.


Primeira Aula –
Introdução a História da Filosofia.
  1. DEFINIÇÃO DO TERMO FILOSOFIA.

Filosofia é uma expressão de origem grega que está ligada ao amor=filo e Sofia= sabedoria, “é a investigação crítica e racional dos princípios fundamentais relacionados ao mundo e ao homem”.  Esse termo foi usado pela primeira vez pelo famoso Filósofo Grego PITÁGORAS por volta do século V aC, ao responder a um de seus discípulos que ele não era um "Sábio", mas apenas alguém que amava a Sabedoria. Filosofia é então a busca pelo conhecimento último e primordial, a Sabedoria Total.

Nada escapa à investigação filosófica. A amplitude de seu objeto de estudo é tão vasta, que foge a compreensão de muitas pessoas, que chegam a pensar ser a Filosofia uma atividade inútil. Além disso seu significado também é muito distorcido no conhecimento popular, que muitas vezes a reduz a qualquer conjunto simplório de idéias específicas, as "filosofias de vida", ou basicamente a um exercício poético.

“A filosofia surge nas colônias gregas do mar Jônico, elabora-se em Atenas, passa pelo cristianismo surgido na palestina, desenvolve-se  no mundo helênico, é apropriado pelo mundo latino e cristão, renova-se com o pensamento árabe, rompe com a tradição no inicio do período moderno. Cabe portanto relativizar de certo modo a unidade dessa tradição. Trata-se muito mais de um mosaico do que de uma galeria de retratos.” [1]

SEGUNDA AULA –
  1.  AS ORIGENS

2.1.        O surgimento da filosofia na Grécia antiga

2.1.1.   A passagem do pensamento mítico para o filosófico – científico

  • No livro I da metafísica de Aristóteles ele cita Tales de Mileto como sendo o primeiro filósofo.

Interrogação :O que Tales de Mileto faz de tão diferente para o chamarem de primeiro filósofo? Será que não houve pensamento antes dele?

  • Os povos como assírios, babilônios, chineses, indianos, egípcios, persas e hebreus. Tinham uma visão do mundo que os cercava. Isto era conhecido como pensamento mítico.

Interrogação: Qual a diferença do pensamento mítico e do filosófico – científico que surge no VI a. C.?

  • O pensamento mítico consiste em uma forma pela qual um povo explica aspectos essenciais da realidade em que vive: Ex: a origem do mundo, o funcionamento da natureza, a origem do povo a ética deste povo.
  • O mito caracteriza-se sobretudo pelo modo como estas explicações são dadas.
  • O termo grego mythos significa: discurso especial, ictício ou imaginário, podendo ser sinônimo de mentira.
  • As narrativas não são produtos de um autor, mas parte da tradição cultural e folclórica de um povo. Sua cronologia é incerta, a transmissão é oral.
  • Os poetas Homero (Ilíada e a Odisséia séc. IX a.C.), e Hesíodo (Teogonia séc. VIII a.C.), Não são as fontes desses mitos, mas relatam, lenda existentes desde (1500 a.C. período arcaico)
  • Por ser parte da tradição cultural, é configurado como a própria visão de mundo dos indivíduos, a maneira de vivenciar esta realidade.

Pressupostos de adesão e aceitação.
·         O mito:  Não se Justifica, não se fundamenta, não se presta a questionamento, não se presta a crítica e a correção, não há discussão sobre o mito, exclui outras perspectivas de discussão. Ou se aceita o mito (por ser parte dessa cultura), ou não pertence a ela; o mito não faz sentido para ele.

Os elementos: como forma de explicar a realidade é o apelo ao: Sobrenatural, Mistério, ao sagrado e a magia.

Ex. de estrutura mítica: Tudo é governado por uma realidade exterior ao mundo humano e natural. Essa força é: superior, misteriosa, divina. Meio de contato: pelos sacerdotes, magos, iniciados, são capazes de interpretar. Intermediário: sacerdotes, rituais religiosos, oráculos. (postos entre o mundo humano e o mundo divino). Sacrifícios: Formas de tentar alcança favor, agradecer esses favores, aplacar a ira de deuses.

  • Transição Mítica – Filosófico Científica: Tales de Mileto, inicia-se com a insatisfação com o tipo de explicação do real.
Insatisfação com a linha paradoxal do mito. (Tenta explicar a realidade, mas para explicar recorre ao mistério e ao sobrenatural. Aquilo que não se pode explicar, não se pode compreender por estar fora do plano da compreensão humana. O método esbarra no inexplicável, na impossibilidade do conhecimento)

ATIVIDADE EM SALA DE AULA:
  1. Debata com seus colegas de grupo sobre a importância do pensamento filosófico e seu romper com o mundo de interpretação mítica. Relate cinco princípios míticos.


TERCEIRA AULA –

2.1.2.   O Início da Filosofia – Científica.

  • Os primeiros filósofos da escola jônica buscavam uma explicação do mundo natural ( a pysis, daí o nosso termo “física”), tendo base nas causas naturais (naturalismo)
  • Conceito: A explicação do mundo estaria no próprio mundo
      Rompe com o pensamento mítico enquanto forma de explicar a realidade. (não de forma completa)

2.1.2.1.       O Contexto da Tradição.

Esta transformação tem como resultado ou como paralelismo uma mudança na sociedade:
  • Decadência da civilização micênica – cretense na Grécia (séc. XII a.C.);
  • Decadência da estrutura baseada na monarquia divina (onde o sacerdote tinha grande influência política, o poder era hereditário);
  • Invação da Grécia pelos dórios vindos da Ásia central ( 900 – 750 a. C.);
  • Surgimento das cidades – Estados;
  • Participação política ativa dos cidadãos;
  • A religião vai tendo seu papel reduzido;
  • Surgimento de uma nova ordem econômica: baseada nas atividades comerciais e mercantis;
  • O pensamento mítico vai deixando de satisfazer as necessidades da nova organização social;
  • O pensamento filosófico científico encontra condição para o seu nascimento;

2.1.2.2.       O florescer do pensamento filosófico científico

Surgimento: Tales de Mileto (escola de Mileto). Início nas colônias gregas do mediterrâneo oriental, no mar Jônico, no que é hoje a península da Anatólia na Turquia. (Mileto e Éfeso)[2]

2.1.2.3.       Noções fundamentais do pensamento filosófico científico.

Contribuição dos primeiros pensadores: conjunto de noções que tentam explicar a realidade ( conceitos básicos sobre a natureza)

 A - A physis: Aristóteles chama o primeiro filósofo de physiólogos, ou seja, estudiosos ou teóricos da natureza (physis).
Objeto: (da investigação) – O mundo natural – explicação causal – encontrar resposta na própria natureza.

B - A causalidade: Uma conexão entre determinados fenômenos naturais constitui assim a forma básica da explicação científica.
            b.1. Explicar é relacionar um efeito a uma causa que o antecede e o determinar.
            b.2. A explicação levaria ao inexplicável, a um mistério, portanto, tal como no pensamento mítico.
            b.3. Para evitar isto, surge a necessidade de estabelecer uma causa primeira, um primeiro princípio, ou conjunto de princípios.

C – A arqué ( elemento primordial)

 O primeiro a formular essa noção é exatamente Tales de Mileto.

Conceito: “a água é a causa material de todas as coisas” (hydor)
            Talvez por ser o único a ser encontrado nos três  estágios sólido, líguido e gasoso.

Conceito: Anaximandro – “O ilimitado ou infinito é a essência de todas as coisas”
                  Anaxímenes – “Todas as coisas resultam de uma condensação ou refração do ar.” (apeíron  - um principio abstrato)

Conceito: Heráclito: “o fogo é o fluxo universal ou o devir de todas as coisas e o primeiro princípio da realidade” (princípio explicativo)

Conceito: Parmênides – “O ser é a única substância homogênea e contínua.” p. 25

Academicamente, a Filosofia é dividida em:
ANTIGA ou CLÁSSICA
- do século VIaC até VIdC -
Foi a era dos pré-socráticos, os filósofos da natureza, os Atomistas, os sofistas, de Pitágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles, Plotino e etc. Esses filósofos simplesmente construíram toda a estrutura de nosso conhecimento. Tudo o que temos hoje deve-se ao progresso promovido pelos gregos antigos, ainda que a maior parte dele tenha permanecido adormecido por mil anos. O Universo foi a principal preocupação nesta época.
MEDIEVAL
- do século IIdC até XVdC -
A era da Filosofia Cristã, da Teologia Revelada, da tradição escolástica. A preocupação principal dos filósofos era Deus. Alguns deles foram canonizados, como Santo Agostinho e São Tomás de Aquino. Surge a Navalha de Guilherme de Occam, que mais tarde viria a ser a ferramente básica da Ciência.
MODERNA
- do século XVIIaC até XIXdC -
Surge junto com o Renascimento e o despertar científico, que recupera a sabedoria da Grécia Antiga. O Racionalismo Cartesiano, o Empirismo, o retorno do Ceticismo e muitos outros movimentos deram impulso a Ciência. Descartes imortalizou o "Penso Logo Existo" como um ponto de partida para a construção de um conhecimento seguro. Mais tarde Karl Marx lança as bases do Socialismo, e Adam Smith estrutura o Capitalismo. O enfoque de aí em diante se centrou no Ser Humano e suas possibilidades.
CONTEMPORÂNEA
- do XIXdC até...  -
Os novos desafios no mundo atual surgem sob a forma da Emancipação Feminina, o rompimento definitivo dos Governos com as Igrejas Cristãs, o Existencialismo, a ênfase na Linguística, e mais recentemente o Estruturalismo e o Desconstrutivismo. Alguns nomes já se imortalizaram, como Sartre, Simone de Beauvoir ou Michael Foucalt.


[1] MARCONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia. p.14
[2] Ponto de encontro das caravanas provenientes do Oriente – Mesopotâmia, Pérsia, Índia e China. Nessa
s cidades conviviam diferentes cultura, e de forma harmoniosa. Eram cidades cosmopolitas (as ilhas Jônicas), pluralismo cultural, diversidade lingüística, tradição, cultos e mitos.