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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Emile Durkheim

Émile Durkheim (Épinal15 de abril de 1858 — Paris15 de novembro de 1917) é considerado um dos pais da Sociologia tendo sido o fundador da escola francesa, posterior a Marx, que combinava a pesquisa empírica com a teoria sociológica. É amplamente reconhecido como um dos melhores teóricos do conceito da coesão social.1
Partindo da afirmação de que "os fatos sociais devem ser tratados como coisas", forneceu uma definição do normal e do patológico aplicada a cada sociedade, em que o normal seria aquilo que é ao mesmo tempo obrigatório para o indivíduo e superior a ele, o que significa que a sociedade e a consciência coletiva são entidades morais, antes mesmo de terem uma existência tangível. Essa preponderância da sociedade sobre o indivíduo deve permitir a realização deste, desde que consiga integrar-se a essa estrutura.
Para que reine certo consenso nessa sociedade, deve-se favorecer o aparecimento de uma solidariedade entre seus membros. Uma vez que a solidariedade varia segundo o grau de modernidade da sociedade, a norma moral tende a tornar-se norma jurídica, pois é preciso definir, numa sociedade moderna, regras de cooperação e troca de serviços entre os que participam do trabalho coletivo (preponderância progressiva da solidariedade orgânica).
A sociologia fortaleceu-se graças a Durkheim e seus seguidores. Suas principais obras são: Da divisão do trabalho social (1893); Regras do método sociológico(1895); O suicídio (1897); As formas elementares de vida religiosa (1912). Fundou também a revista L'Année Sociologique, que afirmou a preeminência durkheimiana no mundo inteiro.


Émile Durkheim nasceu em 
Épinal, na Lorena, no dia 15 de abril de 1858. Descendente de uma família judia. Iniciou seus estudos filosóficos na Escola Normal Superior de Paris, indo depois para Alemanha.2 Ainda menino decidiu não seguir o caminho dos familiares levando, pelo contrário, uma vida bastante secular. Em sua obra, por exemplo, explicava os fenômenos religiosos a partir de fatores sociais e não divinos. Tal fato não o afastou, no entanto, da comunidade judaica. Muitos de seus colaboradores, entre eles seu sobrinho Marcel Mauss formaram um grupo que ficou conhecido como escola sociológica francesa. Entrou na École Normale Supérieure em 1879 juntamente com Jean Jaurès e Henri Bergson. Durante estes estudos teve contatos com as obras de August Comte e Herbert Spencer que o influenciaram significativamente na tentativa de buscar a cientificidade no estudo das humanidades. Suas principais obras são: Da divisão do trabalho social, As regras do método sociológico, O suicídio, Formas elementares da vida religiosa, Educação e sociologia, Sociologia e filosofia.

Pensamento

Durkheim formou-se em Filosofia, porém sua obra inteira é dedicada à Sociologia. Seu principal trabalho é na reflexão e no reconhecimento da existência de uma "consciência coletiva". Ele parte do princípio que o homem seria apenas um animal selvagem que só se tornou humano porque se tornou sociável, ou seja, foi capaz de aprender hábitos e costumes característicos de seu grupo social para poder conviver no meio deste.
A este processo de aprendizagem, Durkheim chamou de "Socialização", a consciência coletiva seria então formada durante a nossa socialização e seria composta por tudo aquilo que habita nossas mentes e que serve para nos orientar como devemos ser, sentir e nos comportar. E esse "tudo" ele chamou de "fatos sociais", e disse que esses eram os verdadeiros objetos de estudo da Sociologia.
Nem tudo que uma pessoa faz é um fato social, para ser um fato social tem de atender a três características: generalidade, exterioridade e coercitividade. Isto é, o que as pessoas sentem, pensam ou fazem independente de suas vontades individuais, é um comportamento estabelecido pela sociedade. Não é algo que seja imposto especificamente a alguém, é algo que já estava lá antes e que continua depois e que não dá margem a escolhas.
O mérito de Durkheim aumenta ainda mais quando publica seu livro "As regras do método sociológico", onde define uma metodologiade estudo, que embora sendo em boa parte extraída das ciências naturais, dá seriedade à nova ciência. Era necessário revelar as leisque regem o comportamento social, ou seja, o que comanda os fatos sociais.
Em seus estudos, os quais serviram de pontos expiatórios para os inícios de debates contra Gabriel Tarde (o que perdurou praticamente até o fim de sua carreira), ele concluiu que os fatos sociais atingem toda a sociedade, o que só é possível se admitirmos que a sociedade é um todo integrado. Se tudo na sociedade está interligado, qualquer alteração afeta toda a sociedade, o que quer dizer que se algo não vai bem em algum setor da sociedade, toda ela sentirá o efeito. Partindo deste raciocínio ele desenvolve dois dos seus principais conceitos: instituição social e anomia.
A instituição social é um mecanismo de proteção da sociedade, é o conjunto de regras e procedimentos padronizados socialmente, reconhecidos, aceitos e sancionados pela sociedade, cuja importância estratégica é manter a organização do grupo e satisfazer as necessidades dos indivíduos que dele participam. As instituições são, portanto, conservadoras por essência, quer seja famíliaescola,governopolícia ou qualquer outra, elas agem fazendo força contra as mudanças, pela manutenção da ordem.
Durkheim deixa bem claro em sua obra o quanto acredita que essas instituições são valorosas e parte em sua defesa, o que o deixou com uma certa reputação de conservador, que durante muitos anos causou antipatia a sua obra. Mas Durkheim não pode ser meramente tachado de conservador, sua defesa das instituições se baseia num ponto fundamental, o ser humano necessita se sentir seguro, protegido e respaldado. Uma sociedade sem regras claras (num conceito do próprio Durkheim, "em estado de anomia"), sem valores, sem limites leva o ser humano ao desespero. Preocupado com esse desespero, Durkheim se dedicou ao estudo dacriminalidade, do suicídio e da religião. O homem que inovou construindo uma nova ciência inovava novamente se preocupando com fatores psicológicos, antes da existência da Psicologia. Seus estudos foram fundamentais para o desenvolvimento da obra de outro grande homem: Freud.
Basta uma rápida observação do contexto histórico do século XIX, para se perceber que as instituições sociais se encontravam enfraquecidas, havia muito questionamento, valores tradicionais eram rompidos e novos surgiam, muita gente vivendo em condições miseráveis, desempregados, doentes e marginalizados. Ora, numa sociedade integrada essa gente não podia ser ignorada, porque de uma forma ou de outra, toda a sociedade sofreria as consequências. Aos problemas que observou, classificou como patologia social, e chamou aquela sociedade doente de "anomana". A anomia era a grande inimiga da sociedade, algo que devia ser vencido, e a sociologia era o meio para isso. O papel do sociólogo seria, portanto, estudar, entender e ajudar a sociedade.
Na tentativa de "curar" a sociedade da anomia, Durkheim escreve "Da divisão do trabalho social", onde discorre sobre a necessidade de se estabelecer uma solidariedade orgânica entre os membros desta. A solução estaria em seguir o exemplo de um organismobiológico, no qual cada órgão tem uma função e depende dos outros para sobreviver. Se cada membro exercer uma função específica na divisão do trabalho da sociedade, ele estará vinculado a ela através de um sistema de direitos e deveres, e também sentirá a necessidade de se manter coeso e solidário aos outros. O importante para Durkheim é que o indivíduo realmente se sinta parte de um todo, que realmente precise da sociedade de forma orgânica, interiorizada e não meramente mecânica.

Principais obras

Da divisão do trabalho social, 1893;

fonte: Wikipédia.

Emile Durkheim

Émile Durkheim  foi um dos responsáveis  por tornar a sociologia uma matéria acadêmica, sendo aceita como ciência social. Durante sua vida, publicou centenas de estudos sociais, sobre educação, crimes, religião, e até suicídio.
Foto de Émile DurkheimUm dos focos de Durkheim era em como as sociedades poderiam manter a sua integridade e coerência na era moderna, quando as coisas como religião e etnia não poderiam estavam tão dispersas e misturadas. A partir disto, ele procurou criar uma aproximação científica para os fenômenos sociais. Descobriu a existência e a qualidade  de diferentes partes da sociedade, divididas pelas funções que exercem, mantendo o meio balanceado. Isto ficou conhecido como a teoria do Funcionalismo.
Também falava que a sociedade é mais do que a soma de suas partes. Ao contrário de Max Weber, ele não estava focado no que motivava as ações individuais das pessoas (individualismo), mas no estudo dos “fatos sociais”, termo criado por ele mesmo que descreve os fenômenos que não são limitados apenas a uma pessoa. Os fatos sociais tem uma existência indepentende e mais objetiva do que as ações individuais, e podem somente ser explicados por outros fatos sociais, como a região onde a sociedade está submetida, governos, etc.
Discutiu o fato de que na sociedade moderna, a divisão do trabalho ser bem maior do que antes. Várias classes de funcionários foram criadas nas fábricas. Numa linha de produção, um trabalhador não precisa saber de todo o processo de fabricação do produto, apenas da parte que lhe foi conferida. Isto gerou uma dependência cada vez maior. Antes, o fazendeiro trabalhava na sua propriedade auto-suficiente, sem depender de outros grupos de trabalhadores para alimentar as necessidades. Agora, o trabalhador ganha seu dinheiro, e tem de confiá-lo a outros grupos para poder se manter (roupas, alimentação, etc).
Livros de Émile Durkheim:
  • Da divisão do trabalho social, 1893;
  • Regras do método sociológico, 1895;
  • O suicídio, 1897;
  • Sociedade e trabalho, 1907;
  • As formas elementares de vida religiosa, 1912;
Leia também:

Fonte:infoescola.com.br

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Orientações

Aos terceiros anos: Todo arquivo trabalhado em sala esta disposto nos link's laterais com os títulos de
1. Imagens trabalhadas em sala.
2. Sociedade disciplinar.
3. Consumismo.

Imagens trabalhadas em sala. (Consumismo)










Sociedade Disciplinar.

Sociedade disciplinar
Introdução

  • O pensador Michel Foucault se dedicou a estudar como foi se desenvolvendoos mecanismos de controle social ao longo do tempo.
  • A partir do século XVII, com o enfraquecimento do poder monárquico e doEstado absolutista ocorreram transformações substanciais na forma decontrolar a sociedade.

Michel Foucault
Sociedade de Controle

  • Mudanças sociais ocorridas a partido do século XVII e intensificadas no século XVIII e XIX levaram a alterações do jogo do poder, que foi sendo gradativamente substituído pelo que Foucault denomina de sociedades disciplinares, as quais atingiram o seuapogeu no séc. XX.
  • Ocorreu quando a economia do poder percebeu ser mais eficaz e rentávelvigiar do que punir.

Duas imagens da disciplina

  • Num extremo, a punição da instituição fechada, toda voltada para funções agressivas, violentas, para servir de modelo aos outros.
  • No outro extremo temos a disciplina: um dispositivo funcional que deve melhorar o exercício do podertornando-o mais rápido, mais leve, mais eficaz, um desenho das coerções sutis para uma sociedade que estápor vir.
  • O movimento que vai de um projeto ao outro, de um esquema da punição ao de uma vigilância generalizada,repousa sobre uma transformação histórica: a extensão progressiva dos dispositivos de disciplina ao longodos séculos XVII e XVIII até os dias atuais, sua multiplicação através de todo o corpo social, a formação do quese poderia chamar grosso modo a sociedade disciplinar. Foucault, (1997), pag:173

Vigiar e Punir

  • Em Vigiar e Punir, Foucault trata com muita propriedade do tema da Sociedade Disciplinar, implantada a partir dos séculos XVII eXVIII, consistindo basicamente num sistema de controle social através da conjugação de várias técnicas de classificação, de seleção,de vigilância, de controle, que se ramificam pelas sociedades a partir de uma cadeia hierárquica vindo do poder central e semultiplicando numa rede de poderes interligados

  • O filósofo aponta que a motivação de toda esta rede de controle se justifica pela necessidade que a burguesia teve de efetivar um controle mais determinado sobre as massas, que poderiam representar um perigo explosivo, se fossem levados a sério os ideais da Revolução Francesa e do Iluminismo.

Fonte: http://www.espacoacademico.com.br/028/28cpinto.htm; Autor: Paulo Roberto Giardullo Pinto
Vigiar e Punir

  • Para explicar a sociedade de controle, Foucault cita tenebrosos trechos de sentenças comuns aplicadas a criminosos nos séculos XVII e XVIII. Trata-se de decepamentos, perfurações, esquartejamentos e outros mecanismos de punição que buscavam dar o exemplo para a população e mostrando que qualquer crime atingia, em última instância, à figura do soberano. Logicamente, qualquer ataque à figura real deveria ser neutralizado com a máxima brutalidade, de forma a manter inabalada sua onipotência.
  • Ao longo do tempo, a dinâmica punitiva se altera com base no esfacelamento do poder absolutista.
  • Paulatinamente, o crime passa a ser punido com a simples retribuição do ato cometido. Como exemplo, alguém que tivesseesfaqueado um indivíduo deveria ser esfaqueado de forma semelhante pelo carrasco, que não tinha mais o direito de fazer ocriminoso sofrer além do que havia sido determinado pelas licenças.
  • Mesmo essa forma atenuada mas ainda brutal de punição foi somente uma transição para o surgimento da punição através doencarceramento, que a partir de meados do século XVIII veio substituir toda a gama de penas aplicadas anteriormente.

Sociedade disciplinar

  • A existência de mecanismos disciplinares é anterior ao período que Foucault denominou como sociedade disciplinar, mas antes existiam de forma isolada, fragmentada.
  • O padrão de visibilidade das sociedades disciplinares projetou-se nointerior dos prédios das instituições, que passaram a ser construídos parapermitir o controle interno.

Sociedade Disciplinar

  • Coube às sociedades disciplinares organizar os grandes meios de confinamento, os quais tinham como objetivo concentrar e compor, no tempo e no espaço, uma forma de produção cujo efeito deveria ser superior à soma das partes, ou seja, a soma do que cada um poderia fazer individualmente.
  • O indivíduo não cessava de passar de um espaço fechado ao outro: família,escola, fabrica, universidade e eventualmente prisão ou hospital.

As instituições

  • Foucault afirma que as instituições não têm essência ou inferioridade, nem são fontes de poder. São mecanismos operatórios práticos que fixam relações.
  • Têm necessariamente dois pólos: aparelhos e regras.
  • O pólo negativo compreende a tática do poder em sujeitar e reprimir.
  • O pólo positivo consiste em produzir, mobilizar forças.

As instituições

  • Foucault denomina o período do século XVII em diante de sociedade disciplinar, pois traz como características essenciais a distribuição dos indivíduos em espaços individualizados, classificatórios, combinatórios, isolados, hierarquizados, capazes de desempenhar funções diferentes segundo o objetivo especifico que deles exige.
  • Estabelece uma sujeição do individuo ao tempo, com o objetivo de produzir com o máximo derapidez e eficiencia.
  • A vigilância também se expressa como um dos seus instrumentos de controle, de maneiracontínua, perpetua e permanente.
  • As instituições na sociedade disciplinar buscam eficiência.

Panóptico

  • Foucault descobriu uma engenharia que atravessou quase meio século, praticamente despercebida, enquanto estratégias ou tática de poder.
  • Mas que aparece como uma mecânica de observação individual, classificatóriae modificadora do comportamento, uma arquitetura formulada para o espaçoda prisão, ou para outras administrações, tais como: a fábrica, a escola, omanicômio, etc.
  • Essa maquinaria era o Panóptico. 

Panóptico

  • Poder das Sociedades Disciplinares, se baseou, segundo Foucault, no modelo do Panóptico de Jeremy Bentham (1748-1832), o filósofo utilitarista inglês que idealizou o sistema de prisão com disposição circular das celas individuais, dividas por paredes e com a parte frontal exposta à observação do Diretor por uma torre do alto, no centro, de forma que o Diretor veria sem ser visto. Isto permitiria um acompanhamento minucioso da conduta do detento, aluno, militar, doente ou louco, pelo Diretor, mantendo os observados num ambiente de incerteza sobre a presença concreta daquele. Essa incerteza resultaria em eficiência  e economia no controle dos subalternos, pois tendo invadida a sua privacidade de modo alternado, furtivo, incerto, ele mesmo se vigiaria. Esse sistema permitiria também um controle externo do funcionamento do Panóptico, pois uma simples observação a partir da torre, permitiria a avaliação da qualidade da administração do Diretor, sendo ele também vigiado.
  • Esta vigilância se espalhou de modo similar por toda a sociedade em uma rede ramificada além da estrutura física das instituições.Essa distribuição capilar do Poder é um dos pólos fundamentais de controle das massas, potencialmente perigosas à Ordem.

Fonte: http://www.espacoacademico.com.br/028/28cpinto.htm; Autor: Paulo Roberto Giardullo Pinto
Panóptico
Panóptico

  • O Panóptico é a utopia de uma sociedade e de um tipo de poder que é, no fundo, a sociedade que atualmente conhecemos  utopia que efetivamente se realizou. Este tipo de poder pode perfeitamente receber o nome de panoptismo. Vivemos numa sociedade onde reina o panoptismo.
  • Com o Panóptico vai-se produzir algo totalmente diferente. Não há mais inquérito, e simvigilância e exame. O Panóptico teve uma tríplice função a vigilância, o controle e a correção.

Panóptico

  • O panóptico trata-se da manifestação mais pura do controle exercido pela sociedade disciplinar, regulamentando as ações, determinando padrões de gosto e modelos de conduta que devem ser seguidos pela massa social. Os organizadores desse dispositivo acreditariam que pela instauração desse grande sistema de observação das ações individuais os grandes problemas sociais seriam banidos definitivamente do âmbito "civilizado".  A definição do Panóptico como um instrumento direcionado para o controle das ações individuais fora adotada por JeremyBentham, no seu projeto de inserção dessa cadeia de controle social sobre as instituições européias do período incipiente daRevolução Industrial, como forma de obter o máximo domínio sobre as disposições individuais, evitando-se a criminalidade e asrevoltas contra a ordem estabelecida.
  • A formulação do Panóptico é um pretenso projeto utópico, cuja instauração resolveria definitivamente o problema da segurançada sociedade urbana, exigindo assim a supressão da intimidade de cada indivíduo.
  • Analisado criticamente, o<span style=" font-