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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Max Weber: Ação Social.

· 1.         Material do Slide.

·         ¨WEBER É FRUTO DE SEU TEMPO – NA ALEMANHÃ O EMBATE ACADÊMICO ERA ENTRE O POSITIVISMO E SEUS CRÍTICOS.
·         ¨Wilhelm Dilthey da ala crítica afirmou que: “a experiência histórica é também uma realidade múltipla e inesgotável”
·         ¨Weber propôs-se a verificar a capacidade que teria o materialismo histórico de encontrar explicações adequadas à história social, especialmente sobre as relações entre a estrutura e a superestrutura.
·         ¨procurou compreender como as idéias, tanto quanto os fatores de ordem material, cobravam força na explicação sociológica, sem deixar de criticar o monismo causal que caracteriza o materialismo marxista nas suas formas vulgares.
·         ¨Weber também é herdeiro da percepção de Friedrich Nietzsche (1844-1900)segundo a qual a vontade de poder, expressa na luta entre valores antagônicos, é que torna a Visão de mundo realidade social, política e econômica compreensível. Isso refletia preocupações correntes de historiadores, sociólogos e psicólogos alemães, interessados pelo caráter conflituoso implícito no pluralismo democrático.
·         ¨O CIENTISTA É INSPIRADO POR SEUS PRÓPRIOS VALORES E IDEIAS;
·         ¨Adistinção entre reconhecer e julgar, e a cumprir tanto o dever científico de ver a verdade dos fatos, como o dever prático de defender os próprios valores, que devem ser obrigatoriamente expostos e jamais disfarçados de “ciência social” ou da “ordem racional dos fatos”.
·         ¨a ciência é hoje uma vocação organizada em disciplinas especiais a serviço do auto-esclarecimento e conhecimento de fatos inter-relacionados.
·         ¨Hoje falamos habitualmente da ciência como livre de todas as pressuposições. Haverá tal coisa? Depende do que entendemos por isso. Todo trabalho científico pressupõe que as regras da lógica do método são válidas; são as bases gerais de nossa orientação no mundo; e, pelo menos para nossa questão especial, essas pressuposições são o aspecto menos problemático da ciência. A ciência pressupõe, ainda, que o produto do trabalho científico é importante no sentido de que  vale apena conhecê-lo.  Nisto estão encerrados todos os nossos problemas, evidentemente,pois esta pressuposição não pode ser provada por meios científicos - só pode ser interpretada com referência ao seu significado último, que devemos rejeitar ou aceitar, segundo a nossa posição última em relação à vida. (...) A pressuposição geral da Medicina é apresentada trivialmente na afirmação de que a Ciência Médica tem a tarefa de manter a vida como tal e diminuir o sofrimento na medida máxima de suas possibilidades. Se a vida vale a pena ser vivida e quando - esta questão não é indaga da pela Medicina.
·         ¨ ¨Dada a sua complexidade, a discussão realizada por Weber sobre a objetividade das ciências sociais merece uma consideração cuidadosa. Segundo o autor, para chegar ao conhecimento que pretende, o cientista social efetua quatro operações: 1) estabelece leis e fatores hipotéticos que servirão como meios para seu estudo; 2) analisa e expõe ordenadamente o agrupamento individual desses fatores historicamente dados e sua.  WEBER. A ciência como vocação, p. 170-171.
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·         ¨ combinação concreta e significativa, procurando tornar inteligível a causa e natureza dessas ignificação; 3) remonta ao passado para observar como se desenvolveram as diferentes características individuais daqueles agrupamentos que possuem importância para o presente e procura fornecer uma explicação histórica a partir de tais constelações individuais anteriores,e 4) avalia as constelações possíveis no futuro.
·         ¨Weber endossa o ponto de vista segundo o qual as ciências sociais visam acompreensão de eventos culturais enquanto singularidades.
·         ¨Weber procura demonstrar que conceitos muito genéricos, extensos, abrangentes ou abstratos, são menos proveitosos para o cientista social por serem pobres em conteúdo, logo, afastados da riqueza da realidade histórica. 
·         ¨o conhecimento de leis sociais não é um conhecimento do socialmente real, mas unicamente um dos diversos meios auxiliares que o nosso pensamento utiliza para esse efeito e, porque nenhum conhecimento dos acontecimentos culturais poderá ser concebido senão com base na significação que a realidade da vida, sempre configurada de modo individual, possui para nós em determinadas relações singulares.
·         ¨A ação é definida por Weber como toda conduta humana (ato, omissão,permissão) dotada de um significado subjetivo dado por quem a executa e que orienta essa ação.
·         ¨A Sociologia é, para Weber, a ciência que pretende entender, interpretando-a, a ação social para, dessa maneira, explicá-la causalmente em seu desenvolvimento e efeitos, observando suas regularidades as quais se expressam na forma de usos, costumes ou situações de interesse, e embora a Sociologia não tenha a ver somente com a ação social, sem embargo, para o tipo de Sociologia que o autor propõe, ela é o dado central, constitutivo.
·         ¨Logo, com base no reconhecimento de que, durante o desenvolvimento da ação,podem ocorrer condicionamentos irracionais, obstáculos, emoções, equívocos, incoerências etc., Weber constrói quatro tipos puros, ou ideais, de ação: a ação racional com relação a fins,a ação racional com relação a valores, a ação tradicional e a ação afetiva. Sem dúvida, são muitas as combinações entre a maior ou a menor nitidez com que o agente percebe suas próprias finalidades, os meios de que deverá servir-se para alcançá-las, as condições colocadas pelo ambiente em que se dá sua ação, assim como as conseqüências advindas de sua conduta.
·         ¨ação de um indivíduo será classificada como racional com relação a fins se,para atingir um objetivo previamente definido, ele lança mão dos meios necessários ou adequados, ambos avaliados e combinados tão claramente quanto possível de seu próprio ponto de vista. Um procedimento científico ou uma ação econômica, por exemplo, expressam essa tendência e permitem uma interpretação racional.
·         ¨A conduta será racional em relação a valores quando o agente orientar-se por fins últimos, por princípios, agindo de acordo com ou a serviço de suas próprias convicções elevando em conta somente sua fidelidade a tais valores, estes, sim, inspiradores de sua conduta, ou na medida em que crê na legitimidade intrínseca de um comportamento, válido por si mesmo como, por exemplo, ser honesto, ser casto, não se alimentar de carne... 
  • A conduta pode também não ter qualquer motivação racional, como é o caso daquelas de tipo afetivo e de tipo tradicional. Diz-se que o sujeito age de modo afetivo quando sua ação é inspirada em suas emoções imediatas - vingança, desespero, admiração, orgulho,medo, inveja, entusiasmo, desejo, compaixão, gosto estético ou alimentar etc. – sem consideração de meios ou de fins a atingir. Uma ação afetiva é aquela orientada pelo ciúme,pela raiva ou por diversas outras paixões.
  • Quando hábitos e costumes arraigados levam a que se aja em função deles, ou como sempre se fez, em reação a estímulos habituais, estamos diante da ação tradicional. Tal é o caso do batismo dos filhos realizado por pais pouco comprometidos com a religião, o beijo na mão durante o pedido de bênção, o cumprimento semi-automático entre pessoas que se cruzam no ambiente de trabalho ou o acender um cigarro após um café. Weber compara os estímulos que levam à ação tradicional aos que produzem a imitação reativa, já que é difícil conhecer até que ponto o agente tem consciência de seu sentido.
  • É necessário distinguir uma ação propriamente social de dois modos de conduta simplesmente reativos, sem caráter social e cujo sentido não se conecta significativamente às ações do outro, a saber: a) a ação homogênea - aquela executada por muitas pessoas simultaneamente, como proteger-se contra uma calamidade natural, ou aquelas reações uniformes de massa criadas pela situação de classe quando, por exemplo, todos os empresários de um setor aumentam automaticamente seus preços a partir do anúncio pelo governo de que será criado um imposto específico; b) a ação proveniente de uma imitação ou praticada sob a influência da ou condicionada pela conduta de outros ou por uma massa (uma multidão, a imprensa e a opinião pública seriam massas dispersas). Na medida em que o sujeito não orientou causalmente sua conduta pelo comportamento de outros já que ele apenas imita, não se estabelece uma relação de sentido, o que coloca esse tipo de ação fora do campo de interesse da Sociologia compreensiva. 

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