· 1. Material do Slide.
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¨WEBER É FRUTO DE SEU TEMPO – NA ALEMANHÃ O EMBATE ACADÊMICO ERA ENTRE O
POSITIVISMO E SEUS CRÍTICOS.
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¨Wilhelm Dilthey da ala crítica afirmou que: “a experiência
histórica é também uma realidade múltipla e inesgotável”
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¨Weber propôs-se a verificar a capacidade que teria o materialismo
histórico de encontrar explicações adequadas à história social, especialmente
sobre as relações entre a estrutura e a superestrutura.
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¨procurou compreender como as idéias, tanto quanto os fatores de
ordem material, cobravam força na explicação sociológica, sem deixar de
criticar o monismo causal que caracteriza o materialismo marxista nas suas
formas vulgares.
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¨Weber também é herdeiro da percepção de Friedrich Nietzsche
(1844-1900)segundo a qual a vontade de poder, expressa na luta entre valores
antagônicos, é que torna a Visão de mundo realidade social, política e
econômica compreensível. Isso refletia preocupações correntes de historiadores,
sociólogos e psicólogos alemães, interessados pelo caráter conflituoso
implícito no pluralismo democrático.
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¨O CIENTISTA É INSPIRADO POR SEUS PRÓPRIOS VALORES E IDEIAS;
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¨Adistinção entre reconhecer e julgar,
e a cumprir tanto o dever científico de ver a verdade dos fatos, como o dever
prático de defender os próprios valores, que devem ser
obrigatoriamente expostos e jamais disfarçados de “ciência social” ou da “ordem
racional dos fatos”.
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¨a ciência é hoje uma vocação organizada em disciplinas especiais a
serviço do auto-esclarecimento e conhecimento de fatos
inter-relacionados.
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¨Hoje falamos habitualmente da ciência como livre de todas as
pressuposições. Haverá tal coisa? Depende do que entendemos por isso. Todo
trabalho científico pressupõe que as regras da lógica do método são válidas;
são as bases gerais de nossa orientação no mundo; e, pelo menos para nossa
questão especial, essas pressuposições são o aspecto menos problemático da
ciência. A ciência pressupõe, ainda, que o produto do trabalho científico é
importante no sentido de que vale apena conhecê-lo. Nisto
estão encerrados todos os nossos problemas, evidentemente,pois esta
pressuposição não pode ser provada por meios científicos - só pode ser
interpretada com referência ao seu significado último, que devemos rejeitar
ou aceitar, segundo a nossa posição última em relação à vida. (...) A
pressuposição geral da Medicina é apresentada trivialmente na afirmação de que
a Ciência Médica tem a tarefa de manter a vida como tal e diminuir o sofrimento
na medida máxima de suas possibilidades. Se a vida vale a pena ser vivida e
quando - esta questão não é indaga da pela Medicina.
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¨ ¨Dada a sua complexidade, a discussão realizada por Weber sobre a
objetividade das ciências sociais merece uma consideração cuidadosa. Segundo o
autor, para chegar ao conhecimento que pretende, o cientista social efetua
quatro operações: 1) estabelece leis e fatores hipotéticos que
servirão como meios para seu estudo; 2) analisa e expõe ordenadamente
o agrupamento individual desses fatores historicamente dados e sua.
WEBER. A ciência como vocação, p. 170-171.
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¨ combinação concreta e significativa, procurando tornar inteligível
a causa e natureza dessas ignificação; 3) remonta ao passado para
observar como se desenvolveram as diferentes características individuais
daqueles agrupamentos que possuem importância para o presente e procura
fornecer uma explicação histórica a partir de tais constelações individuais
anteriores,e 4) avalia as constelações possíveis no futuro.
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¨Weber endossa o ponto de vista segundo o qual as ciências sociais visam acompreensão de
eventos culturais enquanto singularidades.
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¨Weber procura demonstrar que conceitos muito genéricos, extensos,
abrangentes ou abstratos, são menos proveitosos para o cientista social por
serem pobres em conteúdo, logo, afastados da riqueza da realidade histórica.
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¨o conhecimento de leis sociais não é um conhecimento do socialmente
real, mas unicamente um dos diversos meios auxiliares que o nosso pensamento
utiliza para esse efeito e, porque nenhum conhecimento dos acontecimentos
culturais poderá ser concebido senão com base na significação que a realidade
da vida, sempre configurada de modo individual, possui para nós em determinadas
relações singulares.
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¨A ação é definida por Weber como toda conduta humana (ato,
omissão,permissão) dotada de um significado subjetivo dado por quem a executa e
que orienta essa ação.
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¨A Sociologia é, para Weber, a ciência que pretende entender,
interpretando-a, a ação social para, dessa maneira, explicá-la causalmente em
seu desenvolvimento e efeitos, observando suas regularidades as quais se
expressam na forma de usos, costumes ou situações de interesse, e embora a
Sociologia não tenha a ver somente com a ação social, sem embargo, para o tipo
de Sociologia que o autor propõe, ela é o dado central, constitutivo.
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¨Logo, com base no reconhecimento de que, durante o desenvolvimento da
ação,podem ocorrer condicionamentos irracionais, obstáculos, emoções,
equívocos, incoerências etc., Weber constrói quatro tipos puros, ou ideais, de
ação: a ação racional com relação a fins,a ação racional com relação a
valores, a ação tradicional e a ação afetiva. Sem dúvida, são muitas as
combinações entre a maior ou a menor nitidez com que o agente percebe suas
próprias finalidades, os meios de que deverá servir-se para alcançá-las, as
condições colocadas pelo ambiente em que se dá sua ação, assim como as conseqüências advindas
de sua conduta.
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¨A ação de um indivíduo será classificada como racional com
relação a fins se,para atingir um objetivo previamente definido, ele
lança mão dos meios necessários ou adequados, ambos avaliados e combinados
tão claramente quanto possível de seu próprio ponto de vista. Um procedimento
científico ou uma ação econômica, por exemplo, expressam essa tendência e
permitem uma interpretação racional.
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¨A conduta será racional em relação a valores quando o agente orientar-se
por fins últimos, por princípios, agindo de acordo com ou a serviço de suas
próprias convicções elevando em conta somente sua fidelidade a tais
valores, estes, sim, inspiradores de sua conduta, ou na medida em que crê na
legitimidade intrínseca de um comportamento, válido por si mesmo como, por
exemplo, ser honesto, ser casto, não se alimentar de carne...
- A conduta pode
também não ter qualquer motivação racional, como é o caso daquelas de tipo
afetivo e de tipo tradicional. Diz-se que o sujeito age de modo
afetivo quando sua ação é inspirada em suas emoções imediatas -
vingança, desespero, admiração, orgulho,medo, inveja, entusiasmo, desejo,
compaixão, gosto estético ou alimentar etc. – sem consideração de meios ou
de fins a atingir. Uma ação afetiva é aquela orientada pelo ciúme,pela
raiva ou por diversas outras paixões.
- Quando hábitos e
costumes arraigados levam a que se aja em função deles, ou como sempre se
fez, em reação a estímulos habituais, estamos diante da ação
tradicional. Tal é o caso do batismo dos filhos realizado por pais
pouco comprometidos com a religião, o beijo na mão durante o pedido de
bênção, o cumprimento semi-automático entre pessoas que se cruzam no
ambiente de trabalho ou o acender um cigarro após um café. Weber compara
os estímulos que levam à ação tradicional aos que produzem a imitação
reativa, já que é difícil conhecer até que ponto o agente tem consciência
de seu sentido.
- É necessário
distinguir uma ação propriamente social de dois modos de conduta
simplesmente reativos, sem caráter social e cujo sentido não se conecta
significativamente às ações do outro, a saber: a) a ação homogênea -
aquela executada por muitas pessoas simultaneamente, como proteger-se
contra uma calamidade natural, ou aquelas reações uniformes de massa
criadas pela situação de classe quando, por exemplo, todos os empresários
de um setor aumentam automaticamente seus preços a partir do anúncio pelo
governo de que será criado um imposto específico; b) a ação proveniente de
uma imitação ou praticada sob a influência da ou condicionada pela conduta
de outros ou por uma massa (uma multidão, a imprensa e a opinião pública
seriam massas dispersas). Na medida em que o sujeito não orientou
causalmente sua conduta pelo comportamento de outros já que ele apenas
imita, não se estabelece uma relação de sentido, o que coloca esse tipo de
ação fora do campo de interesse da Sociologia compreensiva.
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